Ó democracia....
Ó democracia que te encontras refém e estrangulada
pelo povo que te quer mas não te escolhe nem te assume,
Qual Fénix que num mar de palavras em chama é derrubada
e insistindo espanta as gentes quando sai do lume.
A cada quatro anos o mesmo sofrimento,
recalcadas dores na campanha despejadas
pelos que não se erguem do descanso em desalento,
deixando as urnas de votos abandonadas.
E mais tarde na contagem se surpreendem
pelos números expressos e não compreendem
que assim é o despojado desalento que persiste.
Mas ela, a democracia em esforço ainda resiste,
na alma dos que sem vontade, às urnas vão,
cumprir com o cívico dever expresso na Constituição.
Jpc (4out2015)
(Escrito num domingo à noite ao ouvir os discurso dos candidatos, os que ganharam e os que
perderam.... correção, dos que ganharam pois pelo que eu ouvi ninguém perdeu)
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