Ó democracia.... Ó democracia que te encontras refém e estrangulada pelo povo que te quer mas não te escolhe nem te assume, Qual Fénix que num mar de palavras em chama é derrubada e insistindo espanta as gentes quando sai do lume. A cada quatro anos o mesmo sofrimento, recalcadas dores na campanha despejadas pelos que não se erguem do descanso em desalento, deixando as urnas de votos abandonadas. E mais tarde na contagem se surpreendem pelos números expressos e não compreendem que assim é o despojado desalento que persiste. Mas ela, a democracia em esforço ainda resiste, na alma dos que sem vontade, às urnas vão, cumprir com o cívico dever expresso na Constituição. Jpc (4out2015) (Escrito num domingo à noite ao ouvir os discurso dos candidatos, os que ganharam e os que perderam.... correção, dos que ganharam pois pelo que eu ouvi ninguém perdeu) ......
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Eu vil, bruto. Simples homem... Eu por vezes cobarde, vil, bruto. Simples homem... Em meu redor só vejo heróis, príncipes, perfeitos. No seu contar gente sem mácula, em tudo escorreitos. Se achando merecedores de céu na sua vaidade. Nao encontro ninguém que sério e certo se ache como eu, fraco ser e vulgar alma, que pelos defeitos e pecados com sã calma se ofereça ao pleito com o Alto em humildade. Pesados todos seremos, que a gula pesa, Gula de glória de poder e reconhecimento, Honra vinda por mentira e convencimento, e por colocar pé em pescoço alheio por maldade. E continuam a plantar cegamente mentiras no próprio coração, que ninguém nota, fingindo ter virtude para o mundo ignota pensando que na viagem final deixam saudade